Desconstrução desmoronada
Bebeu daquela vez como se fosse a última
Reviveu cena por cena da vida mórbida
Caçou erros armado de serra elétrica
Na vida que viveu como se fosse única
E desconstruiu a sua história rústica
Pedaço a pedaço sem nenhuma dúvida
Olhou pra sua alma como se fosse máquina
E murmurou como se fosse tudo lástima
Perdeu-se na vida como se fosse náufrago
Pois viveu sempre feito um objeto flácido
E desmoronou sua desconstrução técnica
E concluiu que viver não era mais válido
Andou incerto como se fosse trôpego
E decidiu pôr fim em tudo muito rápido
Subiu na cadeira como se fosse prático
Pendurou a corda feito serpente pérfida
Pôs o pescoço no laço de cara límpida
Chutou a cadeira como se fosse um bólido
Agonizou no escuro sem morte súbita
Morreu de antemão e por motivo tétrico
Bebeu daquela vez como se fosse a única
Reviveu cena por cena da vida rústica
Caçou erros armado de serpente pérfida
Na vida que viveu como se fosse última
E desconstruiu a sua história mórbida
Pedaço a pedaço sem nenhuma lástima
Olhou pra sua alma como se fosse límpida
E murmurou como se fosse tudo máquina
Perdeu-se na vida como se fosse prático
Pois viveu sempre feito objeto elétrico
E desmoronou sua desconstrução flácida
E concluiu que morrer não era mais dúvida
Andou incerto como se fosse bólido
E decidiu pôr fim em tudo muito súbito
Subiu na cadeira como se fosse náufrago
Pendurou a corda feito serpente técnica
Pôs o pescoço no laço de cara lívida
Chutou a cadeira como se fosse um trôpego
Agonizou no escuro sem morte rápida
Morreu de antemão e por motivo módico
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