POETISA CONVIDADA: ELAINE BRAGA

Lorem


Súplica ao céu

Ele roça, ele coça
Ele fala, ele chora
Queria saber o que se passa
E o tempo passa
A liberdade na verdade o oprime
seu mundo é pequeno
O prende, o sufoca
Ele não entende
Numa bolha se prende
Tenta sair, não consegue
Quer sair
Quer falar
Quer reagir
Me soltem
Me libertem
Ele grita, mas seu grito é sufocado
Então perdão
Pedi a Deus todo poderoso
Perdão querido
Amor da minha vida
Queria que fosse só meu
Atendido foi (o meu pedido)

Sonho

Na luz do horizonte
Nossos corpos unidos
Tornam-se um só
Transformando o suor
Em gotas de orvalho
Que secam no tempo
Do descanso ofegante
Olhos que se cruzam
Bocas que se sugam
Buscando energia
Paro os corpos continuarem
Coxas sobre coxas
Nem é preciso falar
Súbito, ondas do mar
Misturam-se com o orvalho
No prazer, no gozo
Neste momento novamente
Olhos nos olhos
Amor reluzente
Depois, enfim
Descanso merecido
Até o dia raiar

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